Kate Moss - The Sphinx
Para Marc Quinn, a sua nova obra, não é o retrato de uma pessoa, é a imagem distorcida dos nossos desejos colectivos, uma Vénus do século XXI. A sua nova obra, é um retrato da top model por excelência, se Moss era a imagem de assinaturas de moda, agora, a sua imagem, também é protagonista nas galerias de arte. Quinn, artífice da escultura feminina que protagoniza Trafalgar Square em Londres decidiu fazer uma escultura de Kate Moss… um escultor mediático? Sem lugar a dúvidas, o momento é o idóneo e a sua obra torna-se popular graças ao eco gerado nos meios, mas acreditem ou não, Quinn tem outros motivos para ter usado a Moss como modelo…Se se pergunta como o fez Moss para posar, não escaldem a cabeça, a musa da moda só emprestou o seu rosto, as suas mãos e pés, o resto do corpo é de outra modelo, isso sim, o autor estudou meticulosamente o corpo de Moss para que, apesar de utilizar outra modelo especialista em yoga, o resultado final fosse o mais parecido com o corpo de Kate.
Mas porquê Moss? É claro que a sua imagem venderia mais, mas Quinn viu em Moss uma imagem ambígua que calou a cultura contemporânea. Uma criatura que é admirada e observada compulsivamente, mas da que desconhecemos a sua realidade. Para Quinn é a imagem contemporânea de uma esfinge, cheia de mistério, a qual muita gente idolatra enquanto outros criticam, uma Vénus do século XXI.
A obra traz consigo também uma fusão cultural entre a escultura helenística e a iconografia indiana vinculada a Shiva. A obra foi realizada em bronze para depois pintá-la de cor branca na busca da neutralidade, algo que ás vezes não oferece o mármore. Aqui a tendes, depois dos retratos que lhe fez Lucien Freud, Moss volta a ser todo um ícone artístico.


